terça-feira, 7 de junho de 2011

As calçadas não tem dono

Hoje, voltando para casa, passei pela frente do prédio do meu antigo colégio, o Imaculada Conceição e notei que estavam colocando grades na fachada, aquelas grades que agora existem em vários edifícios para a proteção ( ??? ). Notei também que, talvez por conta de orçamento baixo, elas não eram de alumínio e sim de ferro. O serralheiro, todo compenetrado em seu trabalho, pintando para ficar tudo bonitinho. Olhei para a grade do vizinho e reparei que já estava toda carcomida na parte de baixo assim como a maioria das que vejo pelas ruas.
E por que?
Muitos donos de cachorros fazem das ruas terra de ninguém. Cães enormes, gordos, coitados, sujeitados à loucura de seus donos, vivendo em apartamentos quando deveriam ter bastante espaço para se movimentar. Cachorrinhos pequenos, pequenos tiranos que fazem o que querem de seus donos, inclusive de algumas senhorinhas e senhorzinhos idosos que não têm condições de abaixar para recolher o seu cocô.
Será que em suas próprias casas estes mesmos donos permitem que seus cães façam o seu xixizinho nos pés das cadeiras, das mesas ou nos estofados? Que andam pelos aposentos se desviando do cocô ou como não raro de acontecer, pisando em cima dele emporcalhando calçados e pisos.
Então por que não tratar o patrimônio alheio com o mesmo cuidado, como se fosse seu?
Infelizmente, sei que estou sendo injusta com os que catam as matérias fecais de seus "tuti-tutis " mas a urina também é um horror!
Já sentiram o cheiro nojento que exala das ruas quando cai uma pequena chuva? Como a água que cai não é suficiente para lavar as calçadas, a urina seca e rançosa toma conta do ar.Sem falar do risco provocado pelo sabão em pó, colocado pelos porteiros nos cantos e nas bases das grades e fachadas, na tentativa de espantar os cachorros e seus donos mijões, que ao se dissolver provoca a queda das pessoas.
Enfim, comportamentos lamentáveis.
Vamos pensar um pouco nisto.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Uma hora delicada

Esta semana duas amigas perderam pessoas muito queridas, uma a mãe e outra o pai.
E como é comum nestas situações, as vezes nos faltam palavras para expressar nossos sentimentos.
Por isso achei o assunto conveniente embora a gente não goste muito de falar sobre a morte.Mas muitas pessoas ficam em dúvida sobre como se comportar nesta ocasião.
A regra é principalmente ser discreto e não se impor.
Ao velório e ao sepultamento devem comparecer somente os familiares, amigos e colegas de trabalho mais próximos. Ao chegar, assinar o livro de presenças, colocando o nome bem legível, assim como o telefone ou endereço para que a família entre em contato depois para agradecer aos que lhes deram apoio nessa ocasião.
Não se detenha em cumprimentos demorados com os parentes. Um simples " Meus sentimentos" ou "Meus pêsames" é suficiente e de forma alguma, fique recordando passagens da vida do falecido.
Quando não se tem intimidade com o falecido ou com a família, o melhor é enviar um telegrama de condolências.
Aqueles que mantinham relacionamento mais distante com o falecido ou com a família devem ir somente à missa de sétimo dia.
O traje deve ser discreto e sóbrio, abrindo mão de qualquer detalhe mais chamativo na aparência.