segunda-feira, 31 de maio de 2010

Atitudes

            Foi realizada sexta-feira passada a 11ª Regata Ecológica da Escola Naval. Participaram, além dos aspirantes da escola, estudantes de colégios públicos e universitários totalizando 280 pessoas, distribuídas em 30 embarcações. Mais de 500 quilos de detritos foram retirados isto porque a corrente marítima não ajudou muito, deixando o lixo longe da costa. Costumo caminhar no aterro do Flamengo e me impressiona – e me entristece - muito o contraste da beleza da Baía de Guanabara com a imensa sujeira boiando no mar e depositada nas margens.
            Meus parabéns aos organizadores da gincana. Espero sinceramente que o evento estimule a sociedade para discussão de questões como a poluição e que as autoridades tomem mais e melhores providências.
            Atitudes sustentáveis nos são cobradas a cada dia mais e temos que passar a discutir isto com urgência.
            Como fazer para melhorar a qualidade de vida no seu bairro, cidade, país, na Terra?
            As nossas crianças estão sendo preparadas para contribuir com esta melhora?
Que exemplos nós damos aos nossos filhos?
            Pequenos gestos, adotados no dia-a-dia, podem levar a grandes mudanças se forem seguidos por todos nós. Por isso a importância de estimular as crianças desde a infância. Isto é atitude, não adianta só saber, mas vivenciar.       
            As atitudes traduzem uma estreita relação entre o nosso mundo interior e exterior, nos levam a um comportamento ideal no meio social. São tão importantes que ocupam um módulo inteiro da serie de lições de Etiqueta Social que aplico como consultora. Boas maneiras e atitudes apropriadas estão inseparavelmente ligadas. Assim podemos amenizar impactos desfavoráveis e tornar a convivência social cada vez mais civilizada.
            Em casa, no trabalho, andando pelas ruas, a batalha pela sustentabilidade é travada no nosso dia-a-dia promovida pela mudança de hábitos pessoais.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

O nosso cafezinho

            Hoje é o Dia Nacional do Café. Desde 2005 a data faz parte do calendário brasileiro. Trago aqui, como uma homenagem, uma pequena história deste fruto, uma das duas que eu já ouvi e a que gosto mais.      
            Diz a historia que o primeiro homem que bebeu o café foi Mufti da cidade de  Áden, no Iémen, na extremidade sul da península arábica. Mufti viveu na época do ano 900 D.C. Mas de acordo com a outra tradição, a descoberta do café se deve a um certo mullah, uma espécie de mestre muçulmano, chamado Chadely cujo nome é conhecido no Oriente Médio. Este homem santo sempre adormecia no meio das preces em sua devoção e isto o atormentava. Conforme a lenda, o Profeta teve pena dele e o levou ao encontro de um pastor de cabras que explicou que quando as cabras comiam certo grão de arbusto ficavam acordadas durante a noite toda, brincando e pulando no pasto. Chadely pediu ao pastor que lhe mostrasse o arbusto, tirou algumas frutas parecidas com cerejas, porem pouco menores, e as levou. Era o arbusto do café.
O mestre amassou os grãos que tirou das frutas que levou, preparou água fervida e os colocou dentro. Assim teria sido preparado o primeiro café.
            Aqui no Brasil, o grão chegou em 1727 trazido por um jovem oficial de nome Francisco de Mello Palheta.
            Até bem muito pouco tempo só tínhamos acesso às tradicionais marcas industrializadas nos supermercados e ao cafezinho servido em bares ou padarias. Hoje existem cafeterias especializadas em café gourmet que oferecem até misturas de dois ou mais tipos de grão.
            A prática do cafezinho após as refeições é bem brasileira, vamos falar rapidamente deste hábito no que diz respeito à Etiqueta.
            Para começar, após a refeição o cafezinho não é servido à mesa. A dona da casa deve conduzir seus convidados à sala de estar. Se for ela quem o serve, a empregada traz a bandeja com as xícaras, bule, açucareiro e os deposita numa mesa ou console. A dona da casa coloca o açúcar e a seguir o café, apresentando uma xícara a cada convidado. No caso da copeira servir, esta trará a bandeja com as duas mãos onde estarão as xícaras com o café e o açucareiro para que o convidado se sirva apenas do açúcar. Se for o garçom quem serve, em ocasiões mais formais, ele traz na mão esquerda a bandeja com as xícaras e o açucareiro e os apresenta a cada convidado. Cada qual faz uso de uma xícara e do açúcar e o garçom então servirá o café.
            Logo após o café, o dono da casa pode oferecer um licor. Em ocasião formal, ainda servido pelo garçom.
            Como eu adoro um cafezinho, meus parabéns para o Café.
            Aproveitem, convidem um amigo para um cafezinho e um gostoso bate-papo.

sábado, 15 de maio de 2010

Amizade

            Ontem tive um dia corrido, mas mesmo tendo que sair mais cedo compareci ao almoço marcado com amigas muito queridas, do tempo da pré-escola, algumas com quem tive a alegria de reencontrar somente há meses atrás. Por isto a minha idéia para o assunto de hoje: a amizade.
            E amizade tem a ver com Etiqueta? Também tem.            Amizade é um eterno exercício de respeito e consideração, da polidez, delicadeza e cortesia que já destaquei aqui no blog, e também de atitudes, de conduta.
            Estes valores nos mostram como somos responsáveis uns pelos outros e como precisamos nos empenhar para promover boas relações.
            Civilidade, sociabilidade, relações sociais, de amizade ou trabalho, que através das boas maneiras contribuem para uma convivência harmoniosa.
            A educação é um potencial de valores inestimáveis e foi tema de uma das nossas conversas quando falamos sobre nossos filhos, suas particularidades inerentes a idade e ao sexo de cada um deles, sobre a educação que damos e sobre a que recebemos e o resultado destas influencias em nossas vidas hoje.
            Demos muitas risadas, com discrição, sem gargalhar, claro, afinal somos todas muito elegantes ( rsrsrs ). Criticamos a indelicadeza e o mau humor de um vizinho de mesa, e lamentamos como determinadas pessoas que se dizem amigas se aproveitam de momentos difíceis do outro em beneficio próprio.
            Nossa amizade é um sentimento fiel, não se aproveita, não fala mal, não revela confidências.
            O encontro como o que tive ontem fez bem a minha saúde, me ajudou a regatar quem sou, e me fez lembrar como somos absolutamente fabulosas! 

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Pergunta recebida pelo Facebook

Vou aproveitar a pergunta que recebi através do meu grupo no Facebook para abordar o assunto aqui no blog.
Pergunta:
" Como devemos agir se, numa festa em nossa casa para poucos convidados, um amigo bebe demais e torna-se inconveniente? "
Resposta:
" Muitas vezes a pessoa não tem consciência de que está bebendo demais, não sabe qual a quantidade segura e, de repente já está bêbeda.
Afinal, quase todo mundo já passou por isto pelo menos uma vez.
Mas daí a se tornar inconveniente, é intolerável. Não saber beber é um defeito gravíssimo, e poucas coisas cortam mais o barato de uma boa reunião quanto um convidado de porre babando no seu sofá ou azarando todo mundo.
Se for pessoa de sua intimidade, chame logo sua atenção, mas não o repreenda na frente dos outros.
Se houver amigos em comum, dividam as tarefas: um faz um café forte, o outro o enfia no chuveiro frio e a anfitriã prepara aquele colchonete.
Se não funcionar, tenha sempre à mão dinheiro trocado e telefones de centrais de táxi e, gentilmente se ofereça para colocá-lo em um.
Lembre-se, você também se vale da presença e do charme de seus convidados para tornar sua festa mais interessante e fazer dela um momento de prazer para todos.
Não fique constrangido, você e seus outros convidados não têm de aturar a embriaguez de ninguém.
Agora, só pra gente descontrair um pouco, sugiro três opções para que vocês do grupo escolham:
A – Arranja um taxi para o chato e despacha logo;
B – Se o cara for um gato coloca ele rapidinho no chuveiro, com você junto, claro, e aproveita que ele não vai se lembrar de nada no dia seguinte; ou
C – Deleta ele da sua lista. "

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Estas midias...

Sou meio perfeccionista, aliás é quase um TOC ( rsrsrs ), e isto as vezes, em vez de me ajudar me atrapalha. Fico louca, estudando sobre  midias sociais e sua linguagem, entrando em blogs aqui e ali, vendo o que o pessoal anda fazendo...
Quero que este blog seja gostoso de ler, de interagir e principalmente que atinja seu objetivo que é quebrar o tabu que existe sobre o assunto. Que seja leve, coloquial, fácil.
Me ajudem, critiquem, deixem sugestões.
Vou engrenar, só preciso de um tempinho.

sábado, 8 de maio de 2010

Dia das Mães


As necessidades do dia-a-dia muitas vezes afastam as mães de casa e fazem com que sejam cada vez mais raras as ocasiões em que podem transmitir através da rotina, dos exemplos e da educação, as regras de boas maneiras.
Sei como é difícil trabalhar fora e educar nossos filhos. Mas nós conseguimos. Às vezes surtamos em busca dos caminhos “ certos “, das  teorias da moda ou, simplesmente pensamos em jogar a toalha e deixar que  "Deus ajude".
Educar não é moldar a personalidade dos filhos assim como a Etiqueta não deve sufocar a espontaneidade. Educar é dar-lhes compreensão, carinho, amor,  respeito, é deixar que a criança seja criança.
As regras de Etiqueta são essenciais para a criação de uma base comum de entendimento da vida.
Acho que o desafio de ser mãe é justamente definir as regras saudáveis, é se colocar ao lado do bom senso. O princípio das boas maneiras só são regras porque são aceitas pelas pessoas que as seguem e que são unidas pelo sentimento de consciência de que vivem em sociedade. E vamos sempre lembrar que as mais simples normalmente são as melhores.
Termino com uma frase que guardei há muito tempo e sempre recorri a ela em momentos difíceis com as minhas filhas. Diz mais ou menos assim:
Mais importante do que ensinar as regras é ensinar o momento certo de quebrá-las. 
Etiqueta também é isto.
Feliz Dia das Mães!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Promessa é dívida...Continuando...

O que podemos fazer para exercer  esta Civilidade?
Se civilidade é respeito mútuo e consideração, como colocamos em prática esta civilidade?
Como contribuímos no dia a dia para transmitir com ações a polidez, a urbanidade, a delicadeza e a cortesia?
Em casa ou no trabalho todos podemos contribuir para uma convivência mais harmoniosa.
Até que ponto podemos confiar em nosso instinto e bom senso, para nos guiar por nossa  vida em sociedade?
Fala-se muito em etiqueta, bons modos, como regras para viver num mundo cada vez mais complexo. Existem tantos livros sobre o assunto e por quê? Estes códigos parecem ter virado simples mercadorias como uma peça de vestuário que se tira do armário para usar em determinada ocasião e que depois fica esquecida em uma gaveta, somente como uma ferramenta para garantir o sucesso em alguma situação.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Agora vai!

Decidi começar, mesmo aos trancos e barrancos, a postar no meu blog com uma certa regularidade.
As matérias têm chegado as minhas mãos como pequenos recados e duas das minhas mais queridas e interessadas amigas vêm me cobrando esta atitude. Enfim, como não sabia por onde começar – e isto também me levava à loucura – decidir iniciar com uma gota de sabedoria  - rsrsrs. Definição no Aurélio de CIVILIDADE:  
1. Conjunto de formalidades observadas entre si pelos cidadãos em sinal de respeito mútuo e consideração. 
2. Polidez, urbanidade, delicadeza, cortesia. 
Isto é o que nos diferencia dos animais irracionais, é o que nos impede de nos portamos como bichos. E Etiqueta, boas maneiras, como quiserem chamar, nada mais é do que civilidade.
Pronto!
Obrigada pela visita